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Caravaggio e o Barroco

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Ao nos depararmos com a questão da arte estamos imediatamente adentrando em um campo complexo onde muitas das vezes o particular é deixado de lado em prol de uma suposta unidade estética, ou seja, o advento da arte em si acaba por ser deixado de lado em função da funcionalidade da mesma enquanto ação histórica pertencente há um contexto especifico.

Sendo assim quando nos vemos diante de uma figura como Caravaggio, não podemos limitar nosso olhar definindo-o como um pintor pertencente ao barroco, pelo contrário, a presença de Caravaggio na esfera do barroco é nula comparada à figura artista que o mesmo foi, independente de sua representatividade histórica no mundo das artes e do contexto em volta do barroco, Caravaggio foi um artista que soube olhar para a realidade sem deixar de lado a subjetividade que todo individuo carrega dentro de sim.

“ O artista vive apenas do seu fôlego. Se este lhe falta, tudo desmorona. É assim que funciona o homem em relação à obra nascente.”[1]

Entretanto não podemos cair na armadilha de analisarmos a arte pela arte no sentido da mesma ser um fim em si mesma, é ingenuidade supor que o artista por mais genial que seja crie suas obras em uma redoma de vidro longe da realidade que o cerca, o mesmo pode até negar a realidade em que ele vive, mas de nada pode fazer com o fato dele pertencer à uma realidade que é historicamente definida. Continue lendo »

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Written by moravagine

setembro 7, 2009 at 2:41 pm

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A arte e sua representatividade estética

Written by moravagine

junho 29, 2008 at 4:46 am

Publicado em Pintura

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O dinheiro em Karl Marx

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Karl Marx

Karl Marx

Dinheiro

Ao nos depararmos com a questão do dinheiro, estamos adentrando em uma questão complexa, pois envolve não somente a questão do econômico, mas também a questão do dinheiro como ponte as necessidades básicas do ser humano.

Logo quando nos voltamos para o texto de Karl Marx, sobre o mesmo, vemos o quanto à questão do dinheiro e sua representatividade dentro de uma realidade histórica, é fator essencial na compreensão das atitudes praticas e teóricas do individuo.

Em Manuscritos Econômico-Filosóficos, percebemos que se trata de um Marx em transição, ou seja, se trata de um Marx que esta saindo de suas posições neo-hegeliana e passando para uma posição mais materialista, portanto se trata de um Marx em transição.

Marx vê o dinheiro como uma questão subjetiva e de contradição do individuo, pois o mesmo se vê e se afirma a partir daquilo que o dinheiro pode lhe oferecer, logo, o sujeito é o que ele tem o ter é mais que o ser.

Dentro desta perspectiva, podemos afirmar que o dinheiro como forma de representação das vontades do individuo é que faz o individuo se sentir individuo, mas sem sua condição de individuo, pois o mesmo é condicionado pelo poder do dinheiro, logo ele tem o que o dinheiro pode ter, ele é o que o dinheiro pode ter.

Mas isto não significa que o individuo enquanto ser, concentrará toda sua existência em torno do dinheiro, a questão levantada por Marx, é que mesmo sem perceber o individuo acaba por ser condicionado a ver o dinheiro como ponte de liberdade e felicidade. Continue lendo »

Written by moravagine

abril 30, 2008 at 12:00 am

Publicado em Arte e Política

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