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Por uma História das Mulheres

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POR UMA HISTÓRIA DAS MULHERES

Por: Rafael Carneiro

Ao nos depararmos  com a História e suas diversas possibilidades  historiográficas sobre inúmeros temas de pesquisa, estamos imediatamente adentrando em um campo complexo, onde as particularidades muita das vezes são deixadas de lado em prol de um método de pesquisa já estabelecido pela historiografia tradicional

Entretanto, quando o particular é interpretado como fonte histórica e o Historiador o vê deste âmbito, onde o universalismo é deixado de lado, se cria a possibilidade e por que não o privilégio de trazer à tona, aquilo que há muito foi deixado de lado, que é a visibilidade dos excluídos da História.

É neste  sentido que a Historiadora Maria Izilda S. Matos. Doutora em história pela Universidade de São Paulo e Professora Titúlar do Programa de Pós-Graduação em História da PUC-SP, onde a mesma recebeu o prêmio SECI-CNI de teses universitárias em 1994,  pelo trabalho Trama e Poder. Possibilita-nos a partir do de se livro Por uma História das Mulheres, olhar para o estudo do particular na história como também um estudo político.

Maria Izilda traz à tona, a mulher como agente histórica, ou seja, em Por uma História das Mulhres, a mulher é vista como sujeito dentro de seu respectivo contexto social, político e econômico.

Mas para isso, se faz necessário contextualizar o surgimento da mesma enquanto fonte de pesquisa,  e Maria Izilda o faz de forma erudita e ao mesmo tempo esteta, ela nos leva a percorrer todo o trajeto da mulher enquanto tema de pesquisa.

Onde a princípio vemos os primeiros passos desta tentativa de dar mais visibilidade a mulher, quando se vê necessário a quebra do paradigma histórico, onde a história era vista como algo universal, e logo o particular é deixado de lado. Quando a história e consequentemente seus métodos historiográficos são revistos, nos deparamos com a presença da mulher nos estudos acadêmicos, e isto se dá pelo atual papel que a mesma estava tendo dentro da sociedade, principalmente no mercado de trabalho e nas universidades. Por volta da década de 70, outro fator que  contribuiu para o avanço  dos estudos em relação à mulher, foi o advento da instauração do Ano Internacional da Mulher, pela ONU, logo em decorrência disto vemos o surgimento de diversos movimentos  e organizações promovidas pelas mulheres, reivindicando melhorias em seus bairros, comunidades e pedidos de anistias, etc. Esta forma de organização mais imediata se da pelo motivo dos espaços tradicionais ainda eastarem fechados para as mulheres, logo a luta pelo imediato é a base da organização destes movimentos.

Neste momento, os estudos em relação à mulher muita das vezes erem feitos em decorrência de métodos de pesquisas direcionados, onde a mulher era vista como parte de um processo. Nos anos 70, o trabalho feminino teve uma considerável emergência, devido ao seu papel junto à vida cotidiana, mas as pesquisas em relação ao trabalho feminino se deram  muita das vezes por uma herença da tradição marxisa, logo a mulher era vista como um oporário vitima do capital, e não como um sujeito que carrega todas as suas particularidas.. Nos anos 80, se criou novas abordagens em relação ao estudo da mulher, mas ainda presa às regras do trabalho, nesta fase os estudos se voltaram para as formas de organização das mulhres dentro do contexto do trabalho, onde as múltiplas estratégias destas mulheres em busca de se achar uma brecha para ser ver ouvida como sujeito.

É dentro deste contexto, que nos deparamos com uma nova forma de olhar para a HIstória e consequentemente a mulher, que é através de um novo método de pequisa chamado Gênero, que tem como principal intenção olhar para os excluídos da História e da visibilidade aos mesmos. Usando para isso um olhar mais cuidadoso para o cultural, e o particular dos eventos, dialogando coms outras áreas de pesquisa como a História das Mentalidades, Psicanálise e a Arqueologia dos discursos promovida por Foucault.

O gênero como categoria de analise histórica tem surgimento somente nos anos 90, e procura por sua vez nõa só trazer à tona os escluídos da história, mas também proporcionar a analise do mesmo como analise política, ou seja, “possibilitar a pluralidade de possibilidades sobre o passado”, onde o particular é visto como político.

Os historiadores que se aventuram neste multifacetado campo de analise que é o Gênero, que de forma incomensurável, proporcionam à historiografia a possibilidade de adentrar em um terreno até então ocupado por psicólogos e antropólogos, tem como objetivo alimentar a pluralidade de interpretações em relação à história, mostrando que a mesma não é um processo linar e sim um campo de possibilidades, mas de forma alguma relativista.

Outro ponto importante dentro da obra se dá na argumentação em torno da necessidade de se olhar para outras formas de se interepretar o “Gênero” , pois se o mesmo é fruto de contatos culturais, sociais e políticos dentro das respectivas sociedades, não podemos cair na armadilha de lhar para o mesmo com dictomia.

O gênero trabalha com relações culturais sem deixar de ser uma análise histórica, logo não podemos olhar para a mulher como algo dividido em várias situações e ações isoladas, assim também não podemos esquecer do Masculino e do Homossexual como áreas a serem vistas pelos historiadores com o mesmo afinco que a mulher ven sendo.

Por isso que se vê há importância do livro Por Uma História das Mulheres, de Maria izilda Matos, pois apesar de conter poucas páginas, nos apresenta um olhar diferenciado sobre um tema que está intrínseco ao todos nós, que é o particular que etsá presente em nosso cotidiano, logo, olhar para o Feminino, para o Masculino e para o Homossexual, como agentes históricos que carregam todo um universo de possibilidades dentro de si, é alimentar uma historiogáfia de extrema importância para a História, deixando claro que este caminho muita das vezes pode ser árduoo, pois cabe ao historiador fazer com que o estudo do particular seja também um estudo políticom para que  o Gênero enquanto análise Histórica tenha consistência e aceitação dentro da historiografia.

BIBLIOGRAFIA:

MATOS, Maria Izilda. Por uma História das Mulhres. São Paulo: EDUSC, 2000. Coleção Essência.

IMAGENS:

Telas de Frida Kahlo

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Written by moravagine

maio 18, 2010 às 7:49 pm

Publicado em História, Resenhas

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