A oralidadade e suas particularidades no âmbito da cultura africana
A TRADIÇÃO VIVA
RESENHA
Por: Rafael Carneiro
Ao nos debruçarmos sobre a questão da tradição estamos adentrando em um campo complexo, onde muitas das vezes a subjetividade se faz mais eficaz que a chamada “razão ocidental”, pois partindo da analise que cada individuo e consequentemente à cultura que faz parte, carrega dentro de si um mundo particular alimentado por sua vez por um enorme leque de possibilidades e de experiências não só pessoais e coletivas, faz do mesmo um agente particular que mesmo pertencente a uma coletividade, carrega os traços de sua autonomia representados nas suas respectivas ações no âmbito de seu cotidiano.
Neste sentido quando A. Hampaté Bâ nos apresenta a questão da Tradição viva na África, percebemos o quanto que é importante a representatividade do individuo para com sua tradição, no sentido do mesmo ser um agente em ação na manutenção da mesma, a partir das mais variadas formas de expressão culturais. Leia o resto deste post »
A vida verdadeira de Domingos Xavier
Literatura Africana
Identidade e Cultura
Por: Rafael Tadeu Carneiro
Ao nos depararmos com a questão da literatura, estamos imediatamente adentrando em um campo complexo, pois a mesma é alimentada por questões sociais, culturais, econômicas, políticas e subjetivas.
Sendo assim ao analisarmos determinada obra literária estamos nos debruçando sobre fatores que vão além de rotulações estéticas, sendo assim, podemos afirmar que a literatura é uma das formas de se afirmar a cultura e a identidade de um povo, por outro lado a mesma também pode ser usada para negar e castrar outras.
Dentro deste âmbito de analise, percebemos ao analisar a obra de José Luandino Vieira (A vida Verdadeira de domingos Xavier), que a questão da identidade está presente de forma muito forte na obra do autor angolano, sendo assim, se faz necessário antes mesmo de adentrar nas especificidades da obra, uma maior clareza em torno do autor.
José Luandino Vieira é o pseudônimo literário de José Vieira Mateus da Graça, nasceu em 04 de maio de 1936, na Vila Nova de Ourém, em Portugal, aos três anos de idade se muda com a família para Angola.
Luandino no solo africano alimentará e lutará em prol da reafirmação da identidade angolana, para isso ele adentrará em questões que fazem parte da história, do cotidiano e do imaginário dos moradores de Luanda, sendo assim a permanência de Vieira junto aos musseques[1], será de grande importância para sua produção literária, porém a convivência do autor para com os bairros periféricos de Luanda se estende à questão literária, pois foi nos musseques que José Luandino Vieira se viu como angolano, e conseqüentemente, se viu no direito e na obrigação de lutar em prol da identidade de ser africano, de ser Angolano. Leia o resto deste post »
O olhar e suas representatividades
Londres e Paris no século XIX:
O espetáculo da pobreza
Resenha
Rafael Carneiro
Ao nos depararmos com a história e suas diversas formas de analises, imediatamente estamos adentrando em um campo complexo, onde na maioria das vezes as particularidades que envolvem a mesma são deixadas de lado.
Neste sentido quando a questão da multidão é vista no âmbito da analise histórica, e a presença do individuo representado em seu respectivo cotidiano é colocado como algo constituído a partir de elementos culturais, sociais, subjetivos e historicamente definidos presentes na esfera do cotidiano no âmbito político, adentramos quase que imediatamente na representatividade que a multidão exerce na varias interpretações que se cria em torno da mesma.
Daí que se da à importância do trabalho de Maria Stella M. Bresciani, a autora de Londres e Paris no Século XIX: O Espetáculo da Pobreza é professora de História na Unicamp desde 1974, tendo participado da criação do Departamento e do Mestrado em História dessa Universidade. Graduada em História na FFLCH da USP onde obteve também o titulo de doutor, com uma tese sobre a formação do mercado de trabalho e a criação do Estado liberal republicano no Brasil.
Maria Stella, a partir de textos literários, investigadores sociais, médicos e administradores, percorre a questão da multidão no sentido de analise histórica, logo, nos possibilita ter acesso as varias imagens que os homens do século XIX, tem da sociedade, onde a questão da pobreza ganha uma maior visibilidade por está presente em todos os âmbito da sociedade, direta ou indiretamente.
O cerne de suas argumentações se dá em relação à representatividade da multidão para os literatos do século XIX, suas argumentações dão inicio tratando o fascínio e o terror presentes nas ruas de Paris, onde o reagir e não mais o agir toma proporções nunca vista antes.
Para isso usa em um primeiro momento do olhar estético de Charles Baudelaire para adentrar nas ruas e seus personagens. Nas ruas de Paris, milhares de pessoas andando em marcha rumo às necessidades presentes dentro de suas respectivas realidades, onde o grande centro serve de palco para esses deslocamentos, centro este que acaba por anular o individuo enquanto individuo, no sentido do mesmo ser visto apenas como uma massa que parece não perceber a realidade que o cerca, se tornando só mais um no meio da multidão. Leia o resto deste post »
A virada cultural do Estado de São Paulo e suas representatividades no sentido da construção e manutenção de um discurso em relação ao espaço urbano
Juan Carlo Moravagine Carneiro
INTRODUÇÃO
Quando nos vemos diante de elementos que estão distante de nossa realidade ou até mesmo longe do alcance de nosso olhar no sentido antropológico deixamos de lado elementos interessantes que são de vital importância para que se possa construir a possibilidade de perceber o diferente no âmbito de suas particularidades e não no estranhamento.
Ou seja, muita das vezes a identidade do outro como individuo é negada no sentido da mesma não pertencer à mesma do observador, logo se criando a construção de um estereotipo em relação ao sujeito e suas respectivas relações sociais e subjetivas.
O interessante dentro do âmbito desta problemática é que o observador acaba por cair na armadilha de não perceber o outro como sujeito, logo não adentra nas particularidades do mesmo se distanciando do mesmo através de uma construção de um pedestal onde ele (observador) se vê não pertencente à realidade do observado e quando há uma aproximação é no sentido de compreender como o outro consegue viver sem pertencer às mesmas regras sociais que ele pertence.
Como sabemos a realidade é construída historicamente, socialmente, economicamente, culturalmente e principalmente subjetivamente, logo a sociedade é multifacetada nos mais variados âmbitos de analise. Sendo assim a mesma acaba por abrigar estruturas pertencentes a uma moral que define o que é aceito e o q não é aceito, o que é bem vindo e o que não é bem vindo dentro da hierarquização que acaba por ser fazer presente a realidade em questão. Leia o resto deste post »
Sonic Youth…Yeah, Yeah, Yeahs….juntos?!
Como sabemos ocorrerá em novembro em São Paulo mais uma edição do Maquinaria Festival que têm como atrações confirmadas Faith no more e o Jane’s Addiction, a presença desta última banda já estava como no meu caso alimentando expectativas, pois a mesma é muito interessante, não sou muito receptível ao estilo do Faith no More apesar do seu vocalista Mike Patton merecer todo nosso respeito em virtude de seus projetos musicais paralelos, ou seja, minha presença pessoal no Maquinaria festival seria no âmbito somente de assistir ao show do Janes`Addiction a trupe de Patton apenas interesse musical. Assim como no Tim Festival de 2007, aonde minha presença no mesmo se fez possível somente pela apresentação de Bjork, ou o de 2004 que teve como principal atração o Pixies. Sendo assim como já se deu para perceber os grandes festivais sempre nos fazem ir por esse ou aquele grupo ou artista de preferência, tirando raras exceções, e isso de certa maneira é interessante pois nos possibilita o contato com outras bandas , estilos que nunca iríamos assistir uma apresentação onde o show fosse apenas deste “desconhecido”. Logo minha presença estaria confirmada no Maquinaria festival pelo fato do Jane’s Addiction, mas como sempre digo, minha ausência é que vai acabar estando presente neste festival, infelizmente não poderei assistir a tão aguardada apresentação da banda do vocalista Perry Farrel que também pertenceu a outra banda respeitável o Porno for Pyros além de participar da produção do grande festival Lollapalooza. Quem me conhece deve estar se perguntando que só por motivos de saúde ou familiares me faria perder um festival que me agradasse, de certa forma sim, a questão é que minha ausência não será por motivo de saúde e nem familiar e sim por um nome: SONIC YOUTH. É isso mesmo meus caros, desta vez a trupe de Kim Gordon, Thurston Moore e companhia confirmaram presença em outra festival que vai acontecer também aqui em São Paulo e por incrível que pareça na mesma data do Maquinaria festival. O festival em questão é o Planeta Terra que além do Sonic Youth vai contar com a presença da incrível banda Yeah Yeah Yeahs e os não menos interessantes Primal Scream, além de inúmeras atrações de bandas brasileiras e outras estrangeiras. Só nos resta aguardar, a data em questão é 07 de novembro.
Rafael Carneiro
Caravaggio e o Barroco
Ao nos depararmos com a questão da arte estamos imediatamente adentrando em um campo complexo onde muitas das vezes o particular é deixado de lado em prol de uma suposta unidade estética, ou seja, o advento da arte em si acaba por ser deixado de lado em função da funcionalidade da mesma enquanto ação histórica pertencente há um contexto especifico.
Sendo assim quando nos vemos diante de uma figura como Caravaggio, não podemos limitar nosso olhar definindo-o como um pintor pertencente ao barroco, pelo contrário, a presença de Caravaggio na esfera do barroco é nula comparada à figura artista que o mesmo foi, independente de sua representatividade histórica no mundo das artes e do contexto em volta do barroco, Caravaggio foi um artista que soube olhar para a realidade sem deixar de lado a subjetividade que todo individuo carrega dentro de sim.
“ O artista vive apenas do seu fôlego. Se este lhe falta, tudo desmorona. É assim que funciona o homem em relação à obra nascente.”[1]
Entretanto não podemos cair na armadilha de analisarmos a arte pela arte no sentido da mesma ser um fim em si mesma, é ingenuidade supor que o artista por mais genial que seja crie suas obras em uma redoma de vidro longe da realidade que o cerca, o mesmo pode até negar a realidade em que ele vive, mas de nada pode fazer com o fato dele pertencer à uma realidade que é historicamente definida. Leia o resto deste post »
O dinheiro em Karl Marx

Karl Marx
Dinheiro
Ao nos depararmos com a questão do dinheiro, estamos adentrando em uma questão complexa, pois envolve não somente a questão do econômico, mas também a questão do dinheiro como ponte as necessidades básicas do ser humano.
Logo quando nos voltamos para o texto de Karl Marx, sobre o mesmo, vemos o quanto à questão do dinheiro e sua representatividade dentro de uma realidade histórica, é fator essencial na compreensão das atitudes praticas e teóricas do individuo.
Em Manuscritos Econômico-Filosóficos, percebemos que se trata de um Marx em transição, ou seja, se trata de um Marx que esta saindo de suas posições neo-hegeliana e passando para uma posição mais materialista, portanto se trata de um Marx em transição.
Marx vê o dinheiro como uma questão subjetiva e de contradição do individuo, pois o mesmo se vê e se afirma a partir daquilo que o dinheiro pode lhe oferecer, logo, o sujeito é o que ele tem o ter é mais que o ser.
Dentro desta perspectiva, podemos afirmar que o dinheiro como forma de representação das vontades do individuo é que faz o individuo se sentir individuo, mas sem sua condição de individuo, pois o mesmo é condicionado pelo poder do dinheiro, logo ele tem o que o dinheiro pode ter, ele é o que o dinheiro pode ter.
Mas isto não significa que o individuo enquanto ser, concentrará toda sua existência em torno do dinheiro, a questão levantada por Marx, é que mesmo sem perceber o individuo acaba por ser condicionado a ver o dinheiro como ponte de liberdade e felicidade. Leia o resto deste post »
